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Paris Sempre Paris

10 obras imperdíveis no museu do Louvre

22 de setembro de 2016

Dividido em oito seções, com 35.000 obras permanentes e ocupando um espaço de 60.600m2, o Museu do Louvre é impossível de se conhecer num único dia. Dizem que, se você admirar cada uma das obras do Louvre por 10 segundos, você demoraria três meses para ver todas elas (quem topa fazer o teste?).

O museu tem quatro andares: sub-solo; térreo; 1º e 2º andares e três alas: Denon, no lado direito do museu; Richelieu, no lado esquerdo e Sully, ao centro.

Nessas três alas se encontram a maioria das grandes atrações, divididas por: antiguidade oriental; arte islâmica; antiguidade egípcia; antiguidade greca, etrusca e romana; esculturas; objetos de arte; pintura e arte gráfica.

Preparar um pequeno planejamento para decidir o que você gostaria de ver é muito importante para aproveitar a sua visita. Caso contrário, você corre o risco de acabar com sua energia andando por corredores que não te interessam muito e perder lugares e obras que são muito mais interessantes.

O Louvre é gigantesco, muito fácil de se perder e, ainda por cima, é lindo – você vai acabar parando para apreciar várias obras que não estavam no seu roteiro.
Se o visitante não tiver um planejamento prévio ou foco naquilo que quer ver, com certeza vai ficar mais tempo do que tinha previsto.

Preparei aqui 10 dicas, que a meu ver, são imperdíveis para quem visita o Louvre pela primeira vez. (clique nas fotos para ampliar)

1 – Bodas de Canaã

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O “Bodas de Canaã” é um dos maiores quadros do Louvre, com 6,60 x 9,90m e fica bem em frente à Mona Lisa, e retrata um casamento no qual Jesus fez um de seus primeiros milagres: a transformação da água em vinho. Vale a pena ficar alguns minutos admirando os detalhes, tais como um pequeno cachorro caminhando sobre a mesa. Injustamente ignorado devido à atenção que as pessoas dão à Mona Lisa, que está de frente pra ele, na mesma sala). Fica na Ala Denon, primeiro andar, sala 6.

2 – Escravo Morrendo e Escravo Rebelde

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Seria imperdoável não incluir Michelangelo nesta lista. Suas esculturas feitas entre 1513 and 1516, “Escravo Morrendo” e “Escravo Rebelde” são magníficas. Repare que a estátua do escravo rebelde (à esquerda), por alguma razão apresenta marcas de ferramentas e falta de polimento, que indicam que ela pode não ter sido terminada por Michelangelo. As estátuas estão no piso térreo da ala Denon, sala 4.

3 – Vitória de Samotrácia

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Representa a deusa grega Nice (a vitória representada por uma mulher alada), tem 3,28 metros de altura e foi esculpida por volta do ano 190 a.C. Foi descoberta pelo arqueólogo francês Charles Champoiseau na Ilha de Samotrácia, em 1863. Conta-se que Charles a encontrou fragmentada em 118 pedaços e que ela só foi remontada no próprio Louvre em 1864. Não se sabe o que aconteceu com a sua cabeça. (foi difícil fazer esta foto por causa do grande número de pessoas próximas à estátua). A escultura fica na ala Denon, 1º andar, em destaque no patamar da escada.

4 – A Liberdade guiando o povo

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Uma pintura de Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830, na queda de Carlos X. A pintura ilustra uma mulher representando a Liberdade, guiando o povo por cima dos corpos dos derrotados, levando a bandeira da revolução francesa em uma mão e um mosquete em outra. É considerada a pintura mais famosa do artista. Pode ser apreciada na ala Denon, 1º andar, sala 77.

5 – Vênus de Milo

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Escultura grega datada do ano 100-190 a.C e com 1,98m, aproximadamente, a Vênus de Milo foi encontrada na ilha de Milos, no Mar Egeu no século 2 a.C. Foi descoberta no ano de 1820. Algumas fontes afirmam que se trata da deusa do amor e da beleza, Afrodite, que era chamada de Vênus pelos romanos. Ninguém sabe que fim levou seus braços, pois já foi encontrada desta forma e há vários mitos e controvérsias sobre o paradeiro deles. A Vênus de Milo fica na ala Sully, térreo, sala 16.

6 – Esfinge de Tanis

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Considerada uma das maiores esfinges expostas fora do Egito, a escultura mede 1,83m de altura, 4,8m de comprimento e 1,5m de largura. Foi encontrada em 1825 na cidade de Tanis, capital do Egito Antigo, nas ruínas do Templo de Amun. Não se sabe precisamente o ano em que foi esculpida, mas especula-se que tenha sido no ano de 2600 a.C. Não há informações precisas sobre qual faraó foi representado pela esfinge. Pode ser encontrada na ala Sully, mezanino, sala 1.

7 – A Coroação de Napoleão

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“Consagração do Imperador Napoleão I e a Coroação da Imperatriz Josefina na Catedral de Notre-Dame de Paris, em 02 de Dezembro de 1804“: o grandioso nome equivale à dimensão do quadro pintado por Jacques-Louis David em 1806-1807: nada menos que 10m x 6m. Ala Denon (primeiro andar) Sala 75.

8 – Apartamento de Napoleão III

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O apartamento de Napoleão III, é uma demonstração de luxo, riqueza e ostentação em que viveu Napoleão III, responsável pela urbanização e modernização de Paris. Móveis em madeira entalhada, lustres de cristal, poltronas e sofás de veludo, quadros, espelhos, tapeçarias, porcelanas e tapetes complementam uma ambientação que soa um tanto exagerada para um mundo tão clean quanto o que vivemos. Mas há uma harmonia na sofisticação dos dourados que emolduram o teto, no vermelho vivo do veludos dos estofados, na grandiosidade dos espelhos, no rebuscado dos entalhes em madeira dourada, etc. Ala Richelieu (primeiro andar) – Salas 83 a 87

9 – Os Touros alados de Khorsabad

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Estes touros alados representam gênios protetores que eram os vigias de certas portas da cidade e do palácio de Khorsabad, na Mesopotâmia. Nascidos da combinação entre uma cabeça de homem, corpo de touro e asas de um pássaro e com 3,3m de altura, asseguravam uma proteção contra qualquer eventual inimigo na criação da cidade, em 713 A.C. Foram esculpidos com cinco pernas, parecendo correr quando vistos de lado e parados quando observados de frente. Ala Richilieu (térreo) Sala 4.

10 – Mona Lisa (La Gioconda)

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A obra-prima de Leonardo da Vinci, é uma das pinturas mais famosas e a mais valiosa do mundo. A Mona Lisa é, sem dúvida, a obra mais visitada e disputada do Louvre. É necessário ter muita paciência e travar uma guerra para conseguir um espaço para admirá-la e ainda tentar fazer uma selfie. Além de estar a uma certa distância do público, por motivos de segurança, ela também possui uma proteção de vidro para garantir que fique sempre protegida, por isso é muito difícil conseguir uma boa foto – sempre vai sair com reflexos e brilhos indesejados. A obra, de 1506, é cercada de mitos e especulações. Alguns afirmam que ela foi uma amante de Da Vinci, outros afirmam que há mensagens ocultas por todo o quadro e por aí vai. Está na ala Denon, 1º andar, sala 6.

Baixe AQUI gratuitamente, o mapa do Louvre em Português

Serviço:

O Louvre possui três entradas: a da pirâmide é de longe a mais congestionada, portanto evite-a. A única exceção é se você possui um Paris Museum Pass, que tem um acesso exclusivo. As entradas da Porte des Lions e da Galerie du Carrousel são mais tranquilas e, por vezes, podem estar surpreendentemente vazias nos meses de inverno e no começo da primavera.
Na alta temporada, de junho a agosto, entre 10h e 15h, as filas podem durar até 2 horas sob o sol de verão.

O museu fica aberto das 9h às 18h todos os dias, exceto nas terças feiras e nos seguintes feriados: 24, 25 e 31 de dezembro, 01 de janeiro e 01 de maio.
Visitas noturnas: quartas e sextas feiras até 21h45 horas

Ingressos: 15 euros (em 22/09/2016). E atenção: a entrada é gratuita no 1° domingo de cada mês.

Como chegar: metrô linha n° 1, estação Palais Royal/Musée du Louvre e de ônibus n°s 21, 24, 27, 39, 48 e 68, descer em frente à pirâmide do Louvre.

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Fontes pesquisadas: Wikipedis / Louvre.FR / Catraca Livre / Paris City Vision / Google